Como Se Tornar Perito Judicial – Agora

Descubra como transformar sua formação em uma fonte de renda valorizada pelo Poder Judiciário.

Por que vale a pena ser Perito Judicial?

Olá! Meu nome é José Antonio Balzer e há 25 anos atuo como perito judicial. Quero compartilhar como essa carreira transformou minha vida e pode transformar a sua. Ser perito judicial trouxe-me liberdade financeira, qualidade de vida e valorização profissional. Diferentemente de empregos convencionais, aqui você é um especialista valorizado que auxilia a Justiça em questões técnicas, recebendo honorários generosos por seu trabalho. Não é incomum que cada laudo pericial seja remunerado entre R$ 5 mil e R$ 20 mil (ou mais, em casos complexos). Com dedicação, é totalmente possível faturar de 4 a 5 dígitos por mês como perito, construindo assim uma renda acima da média.

Outro grande atrativo é a demanda crescente. O Brasil possui milhões de processos judiciais em andamento (estima-se cerca de 84 milhões!), e muitos desses casos precisam de esclarecimentos técnicos em áreas como saúde, engenharia, contabilidade, meio ambiente, tecnologia, ou seja, na sua área de atuação também. Isso significa oportunidades abundantes para profissionais especializados em diversas disciplinas. Em um país com alta litigiosidade, faltam peritos judiciais em muitas regiões – quem se qualifica para a função encontra um mercado de trabalho em expansão e com pouca concorrência qualificada.

Além do aspecto financeiro, há a flexibilidade e autonomia: você organiza sua agenda, aceita os casos que quiser e pode atuar em paralelo à sua profissão principal no início. Eu mesmo conciliei as perícias com outro emprego no começo da carreira, realizando laudos à noite e nos fins de semana, até poder me dedicar exclusivamente à perícia. Essa liberdade permite melhorar a qualidade de vida – mais tempo para a família, possibilidade de home office e trabalhar como seu próprio chefe.

Por fim, ser perito traz realização pessoal e prestígio profissional. Você se torna referência em sua especialidade, sendo nomeado pelo juiz para auxiliá-lo numa decisão. É gratificante saber que seu parecer técnico pode ser decisivo para a Justiça. Muitos colegas veem a perícia judicial como uma segunda carreira promissora, que agrega valor ao currículo e amplia a rede de contatos, incluindo juízes, advogados e outros profissionais de alto nível.

Minha jornada na perícia judicial

Deixe-me contar brevemente como comecei. No final dos anos 90, eu era um profissional recém-formado e não tinha nenhum contato na Justiça. Ao contrário do que alguns pensam, não é preciso “ser amigo de juiz” para virar perito – eu não conhecia ninguém da magistratura quando iniciei. No entanto, eu sabia que precisava me tornar conhecido pelo meu trabalho. Comecei oferecendo ajuda em casos pro bono (assistências judiciárias gratuitas) e mostrando serviço com muita seriedade. Naquela época não existiam cadastros eletrônicos; eu literalmente levava meu currículo em papel a cada vara e me apresentava. Aos poucos, conquistei a confiança de alguns juízes pelos resultados que entregava. Em pouco tempo, meu nome já era lembrado quando surgia um processo na minha área.

Nos primeiros anos, conciliei as perícias com meu emprego formal. Eu trabalhava durante o dia e fazia os laudos à noite e nos fins de semana, até que a demanda cresceu e pude me dedicar somente à carreira de perito. Confesso que meus primeiros laudos não eram perfeitos – eu ainda não dominava um método estruturado, e aprendi muito “apanhando” nos casos iniciais. Mesmo assim, deu certo: as nomeações continuavam vindo e eu fui melhorando a cada novo caso. Com o tempo, desenvolvi técnicas para agilizar o trabalho e evitar erros, e aprimorei minha forma de escrever pareceres técnicos claros e embasados. Ou seja, ninguém começa experto, mas é totalmente possível aprender fazendo, desde que você tenha compromisso com a qualidade.

Lembro de uma situação curiosa no início: um juiz me nomeou porque eu tinha me apresentado como perito disposto a atuar em determinada comarca. Ele nem verificou se eu já estava cadastrado no sistema – apenas confiou no meu cartão de visita! Isso mostra que networking e iniciativa pessoal contam muito. Claro que depois o cartório pediu para regularizar meu cadastro (afinal, estar inscrito é obrigatório), mas aquela nomeação “de surpresa” confirmou que estar no lugar certo na hora certa e ser proativo pode render oportunidades mesmo sem experiência prévia.

Hoje, olhando para trás, vejo o quanto valeu a pena insistir. Alcancei tudo aquilo que eu buscava: independência financeira, tempo para meus projetos pessoais e reconhecimento na minha profissão. E o melhor: ajudei a Justiça a solucionar casos complicados, usando o conhecimento da minha área. Agora, quero ajudar você a trilhar esse caminho também, evitando os obstáculos que encontrei lá atrás. Nos próximos tópicos, vou ensinar o passo a passo para qualquer profissional com registro em conselho de classe se tornar perito judicial, mesmo começando do zero.

Passo a passo: Como se tornar perito judicial

Vamos à parte prática. Você deve estar se perguntando: “Afinal, como ser perito judicial na minha área? Por onde começar?” A seguir, explico os requisitos e os passos fundamentais – dos preparativos iniciais até a primeira nomeação. Qualquer pessoa com formação técnica ou superior e registro profissional pode seguir este guia e ingressar nessa carreira sem precisar passar em concurso público ou pedir favor a ninguém.

1. Atenda aos pré-requisitos (formação e registro)

A primeira boa notícia: não é necessário prestar concurso público, fazer pós-graduação específica ou ter anos de experiência para atuar como perito judicial. O que a lei exige é que você seja um profissional legalmente habilitado na área em que pretende periciar (Como se cadastrar no Banco de Peritos do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás – TJ/GO | Jusbrasil). Em termos simples, isso significa ter formação e registro no conselho de classe correspondente. Engenheiros no CREA ou CAU, médicos no CRM, contadores no CRC, psicólogos no CRP, administradores no CRA, e assim por diante – todas as profissões regulamentadas podem atuar. O Código de Processo Civil determina que os peritos sejam escolhidos entre profissionais habilitados, devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal.

Em outras palavras, qualquer profissional de nível técnico ou superior, de qualquer formação, pode se tornar perito judicial (Você pode ser Perito Judicial | Jusbrasil). Temos peritos das mais diversas áreas: administrador, advogado (em áreas não jurídicas, como grafotécnica), agrimensor, arquiteto, assistente social, biólogo, biomédico, contador, corretor de imóveis, dentista, economista, engenheiro (civil, mecânico, elétrico etc.), farmacêutico, fonoaudiólogo, geógrafo, médico, nutricionista, profissional de TI, psicólogo, veterinário, entre outros (Você pode ser Perito Judicial | Jusbrasil). O importante é atuar dentro do seu campo de conhecimento. Por exemplo, se você é engenheiro civil, poderá ser perito em casos de construção e estrutura; se for médico, em casos de saúde; se for contador, em questões financeiras, e assim por diante.

Além do diploma e da carteirinha do conselho, é recomendável estar com a situação regular (sem débitos no conselho, com certidões negativas cíveis e criminais em dia). No ato do cadastro (falaremos a seguir), vários tribunais pedem documentos como RG, CPF, diploma e certidões de antecedentes. Então já deixe essa documentação preparada.

Resumindo os pré-requisitos básicos:

  • Formação na área pretendida – curso superior ou técnico conforme a profissão.
  • Registro no conselho de classe ativo e regular (CREA, CRM, OAB, CRC, etc.).
  • Idoneidade – não ter sofrido penalidades que impeçam atuar (ex.: estar com os documentos e certidões em ordem).
  • Conhecimento técnico atualizado – embora não seja exigido formalmente, é importante você dominar sua especialidade para realizar perícias de qualidade.

Se você cumpre esses requisitos, parabéns: já pode dar o próximo passo rumo à carreira de perito judicial!

2. Monte um currículo magnético atraente

Com a habilitação profissional em mãos, é hora de preparar seu currículo de perito – aquele que será apresentado aos tribunais e juízes. Mas atenção: o currículo de um perito não deve ser comum ou genérico como um CV para vagas de emprego. Ele precisa ser magnético, isto é, capaz de “atrair” nomeações e indicações automaticamente. Como fazer isso? Colocando-se na posição do juiz que vai ler seu perfil.

Imagine que seu currículo está numa prateleira junto com o de vários outros profissionais. O juiz, com pouco tempo, vai bater o olho e procurar palavras-chave que correspondam ao problema do processo dele. Portanto, a dica de ouro é: enfatize no currículo as experiências e conhecimentos relacionados às demandas judiciais da sua área, em vez de listar apenas suas habilidades técnicas ou cursos genéricos. Lembre-se: o juiz não procura simplesmente um engenheiro ou um médico – ele procura uma solução para o caso concreto que está julgando.

Como aplicar isso na prática? Primeiro, destaque sua especialidade de forma clara logo no início do currículo, quase como um “título” profissional. Por exemplo: Engenheiro Civil – Perícias em Estruturas e Avaliações de Imóveis. Ou Médico Ortopedista – Perícias em Traumatologia. Assim, de cara, o magistrado já associa você às perícias mais comuns naquela especialidade.

Em seguida, descreva brevemente as questões judiciais que você está apto a resolver. Em vez de apenas dizer “Experiência em topografia”, por exemplo, você poderia escrever algo como: “Atuação em perícias de demarcação de terras, divisão de áreas e disputas de propriedade (usucapião, reintegração de posse etc.)”. Isso mostra que você entende as situações legais em que seu conhecimento é aplicado. Da mesma forma, um contador poderia mencionar “cálculos judiciais trabalhistas e financeiros, apuração de haveres, revisão de contratos”; um médico, “avaliação de dano corporal em ações de indenização, perícias médicas previdenciárias”; um engenheiro civil, “laudos de vistoria e patologias construtivas em ações de vizinhança e vícios construtivos”, e assim por diante.

Outra técnica importante do currículo magnético é mencionar brevemente sua metodologia ou normativos que utiliza, se isso for relevante para dar confiança. Por exemplo: “Avaliações conforme normas da ABNT”, “Perícias contábeis seguindo o CNN (Normas Brasileiras de Contabilidade)”, “Exames periciais conforme protocolos do CFM”, etc. Isso sinaliza que você trabalha com rigor técnico e embasamento.

Não esqueça de incluir também informações tradicionais de currículo: formação acadêmica, principais experiências profissionais (sobretudo as que tenham relação com análise, auditoria, laudos, docência – qualquer coisa que indique capacidade técnica e analítica), cursos complementares relevantes e, se tiver, publicações ou participações em eventos técnicos. Contudo, seja enxuto e estratégico: foque no que agrega valor para a função de perito. Deixe seu currículo objetivo, claro e direcionado.

Lembre-se: um bom currículo não só impressiona juízes, mas também pode gerar indicações de colegas. Muitas vezes advogados buscam peritos e podem pedir seu CV. Se ele estiver bem construído, aumentam as chances de eles recomendarem seu nome a um juiz ou chamarem você para atuar como assistente técnico (que é o perito contratado pela parte, outra possibilidade de trabalho).

Dica final: mantenha esse currículo atualizado e tenha versões adaptadas se você for se cadastrar em diferentes ramos (por exemplo, Justiça Estadual e Federal). Alguns sistemas de tribunais pedem para preencher um formulário online em vez de anexar um PDF de currículo; nesse caso, utilize as mesmas estratégias ao descrever suas qualificações no sistema. A seguir, falaremos exatamente sobre como se cadastrar.

3. Faça seu cadastro nos tribunais (onde e como)

Agora que você tem um bom currículo, é hora de cadastrar-se nos tribunais onde pretende atuar. Esse passo é obrigatório: desde 2016, o CPC e o Conselho Nacional de Justiça estabeleceram que só pode ser nomeado perito quem estiver cadastrado no tribunal correspondente. Cada tribunal mantém o seu Banco de Peritos (também chamado de Cadastro Eletrônico de Peritos e Órgãos Técnicos), e é nele que os juízes procuram os profissionais para nomear em cada processo (Como se cadastrar no Banco de Peritos do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás – TJ/GO | Jusbrasil). Portanto, para “existir” no radar dos magistrados, você precisa constar nesses sistemas.

Por onde começar? Depende da esfera em que você quer atuar:

  • Justiça Estadual (TJs): Cada estado tem o seu portal de cadastro de peritos (geralmente integrado ao site do Tribunal de Justiça). Procure no site do TJ do seu estado pela seção “Auxiliares da Justiça” ou “Cadastro de Peritos”. Por exemplo, o TJ de São Paulo tem o Portal dos Auxiliares da Justiça, que permite um único cadastro válido para todas as comarcas do estado (Portal de Auxiliares da Justiça: cadastro de peritos, tradutores e …). Já no TJ do Paraná, o sistema se chama CAJU – Cadastro Unificado de Auxiliares da Justiça (CAJU – Cadastro de Auxiliares da Justiça – TJPR); no TJ de Pernambuco existe o SIAJUS (Sistema de Auxiliares da Justiça) (SIAJUS – Sistema de Auxiliares da Justiça – TJPE); no Pará, o CAPJUS. Apesar dos nomes diferentes, todos funcionam de modo semelhante: você cria um login, preenche seus dados pessoais e profissionais, anexa documentos (digitalizados em PDF) e seleciona as áreas de atuação/perícias em que está apto. Após submeter, sua inscrição ficará pendente de validação pelo tribunal, que geralmente verifica sua documentação em alguns dias.
  • Justiça Federal (TRFs): A Justiça Federal é dividida por regiões (1ª região, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª). Cada região adota um sistema próprio. Por exemplo, na 4ª Região (RS, SC e PR) o cadastro de peritos é feito via sistema e-Proc (o mesmo usado para processos judiciais eletrônicos) – o profissional acessa o e-Proc e solicita inclusão como perito, anexando os documentos exigidos ([PDF] Manual do Perito – Tribunal de Justiça de Santa Catarina). Já na 1ª e 3ª Regiões, costuma-se usar o sistema AJG (Assistência Judiciária Gratuita) – um portal onde o perito se cadastra para ficar disponível tanto para nomeações quanto para receber pagamentos quando atua em casos de justiça gratuita. Na 2ª Região (RJ/ES), por exemplo, é necessário se cadastrar no AJG e também no e-Proc ([PDF] Orientações ao Perito Judicial – Rio de Janeiro – Justiça Federal). A dica é visitar o site do Tribunal Regional Federal da sua região e buscar por “Cadastro de Peritos”. Eles geralmente fornecem manuais ou cartilhas explicando o passo a passo. Por exemplo, a Justiça Federal do RJ disponibiliza um manual de orientação ao perito, explicando como fazer cadastro no AJG e no e-Proc ([PDF] Orientações ao Perito Judicial – Rio de Janeiro – Justiça Federal).
  • Justiça do Trabalho (TRTs): A Justiça do Trabalho, em todas as regiões, utiliza o sistema eletrônico PJe (Processo Judicial Eletrônico). Para atuar como perito em varas do trabalho, você deve se cadastrar como usuário externo do PJe com perfil de perito. Isso é feito no próprio portal do PJe: você cria uma conta (caso não tenha), solicita o perfil de “Perito” e indica sua área de expertise. Alguns Tribunais do Trabalho exigem que você envie documentos à Secretaria do Tribunal para comprovar a habilitação, antes de aprovarem seu perfil. Consulte o site do TRT da sua região; muitos têm instruções claras. Por exemplo, o TRT da 3ª Região (MG) publicou uma cartilha do PJe para auxiliares da Justiça com orientações específicas ([PDF] CARTILHA PJe – Auxiliares da Justica.pdf – TJMG). Após obter o perfil de perito no PJe, seu nome passa a constar na lista interna disponível aos juízes trabalhistas quando precisam nomear alguém.

Uma vez cadastrado nos sistemas, mantenha seus dados atualizados (especialmente e-mail e telefone, pois é assim que o tribunal vai contatar você). Fique atento também à validação/renovação do cadastro: alguns tribunais exigem renovação anual ou atualização periódica de documentos. Exemplo: no TJSP, o cadastro expira a cada ano e precisa ser renovado para continuar ativo. Já na Justiça Federal, seu cadastro pode ficar “pendente” até você apresentar fisicamente alguns documentos na secretaria (depende de cada região; leia as instruções locais).

Uma dica extra: embora não seja obrigatório, é interessante se cadastrar em todas as esferas possíveis dentro da sua área de atuação. Por exemplo, se você é engenheiro, pode se cadastrar no TJ (estadual) e no TRF (federal), pois existem perícias de engenharia tanto em processos estaduais (ex: causas cíveis, ambientais) quanto federais (ex: causas envolvendo obras públicas, questões federais). O mesmo vale para médicos, contadores etc., que podem atuar em diversas justiças. Ampliando seu alcance, aumentam as chances de nomeação.

Acima de tudo, lembre: estar cadastrado é condição essencial para receber nomeações. Sem isso, o juiz nem saberá da sua existência. Então invista um tempinho nessa etapa – preencha tudo corretamente e confira se sua inscrição foi aprovada. Com o nome no banco de peritos, vamos ao próximo desafio: conseguir as primeiras nomeações.

4. Como conseguir nomeações mesmo sem experiência

Você já deve ter pensado: “Ok, estou cadastrado. Mas como o juiz vai me escolher se nunca fui perito antes?”. É natural essa preocupação, pois no início não temos cases para mostrar. Felizmente, há diversas maneiras de você conseguir as primeiras nomeações mesmo sendo novato, muitas delas de forma simples e sem custo. Vou destacar algumas estratégias que funcionaram para mim e para muitos colegas:

a) Utilize sua rede de contatos profissional: Comece anunciando aos quatro cantos que agora você atua como perito judicial. Informe colegas de trabalho, ex-colegas de faculdade, amigos advogados, conhecidos no serviço público, professores – enfim, todos no seu círculo profissional. Explique brevemente em que tipo de casos você pode atuar e peça para lembrarem de você se surgir algo. Parece óbvio, mas muita gente não faz isso. Eu chamo de “botar a boca no trombone”: networking mesmo. Foi assim que consegui minha primeira perícia: um conhecido soube que eu era perito e indicou meu nome para um advogado, que por sua vez sugeriu ao juiz. Lembre-se, juízes frequentemente pedem indicações a advogados quando precisam nomear um perito de confiança. Então ter seu nome circulando em rodas de advogados é muito útil. Vale até usar redes sociais profissionais (LinkedIn) para anunciar sua nova atuação.

b) Tenha um currículo magnético (e divulgue-o): Já falamos da importância do CV. Agora, faça ele chegar às mãos certas. Uma ideia é entregar seu currículo pessoalmente ou via e-mail nas varas da sua cidade. Hoje, muitos tribunais aceitam o envio eletrônico – você pode mandar um e-mail curto para a secretaria da vara, se apresentando como perito recém-cadastrado e anexando seu currículo. Seja objetivo e cortez, indicando a especialidade e disponibilidade. Alguns juízes gostam de conhecer antecipadamente os profissionais. Quando possível, participe de eventos do Judiciário na sua região (palestras, reuniões técnicas, webinars) – isso ajuda a construir relacionamento profissional com magistrados e servidores. Eu mesmo, no começo, vistei fóruns (sem incomodar, claro) para entregar meu cartão e me apresentar brevemente aos diretores de secretaria. Essa iniciativa rendeu frutos, pois lembravam de mim quando precisaram.

c) Comece pelos casos mais simples e, se necessário, aceite honorários menores: No início, a prioridade é ganhar experiência e confiança. Então esteja disposto a pegar perícias de menor porte. Às vezes serão casos da Justiça Gratuita (onde os honorários são pagos pelo tribunal segundo tabela do AJG, geralmente valores modestos) ou perícias mais simples, que nem todos querem por acharem que pagam pouco. Agarre essas oportunidades! Além disso, cumprimente cada desafio com excelência, mesmo que o valor não seja alto – entregue o laudo no prazo, bem fundamentado, mostre profissionalismo. Assim, o juiz ficará seguro para te nomear de novo em casos maiores, e sua reputação começa a se formar. Lembro de ter feito perícias praticamente de graça no início, mas isso me abriu portas para trabalhos muito mais rentáveis depois.

d) Considere atuar como assistente técnico para ganhar rodagem: Embora nosso foco aqui seja o perito nomeado pelo juiz, uma alternativa para adquirir prática é atuar como assistente técnico (aquele profissional contratado por uma das partes do processo para acompanhar a perícia do juiz). Como assistente, você elabora pareceres e formula quesitos, participando ativamente do caso, mas sem a responsabilidade total do laudo principal. Essa experiência ajuda a entender a dinâmica processual e você ainda recebe por isso. Muitos peritos renomados começaram primeiro fazendo assistência técnica para escritórios de advocacia. Fica a dica: converse com advogados que trabalhem em áreas afins e ofereça seus serviços de consultoria/assistência técnica. Só tenha cuidado de, se assumir um caso como assistente de parte, não se cadastrar para ser o perito daquele mesmo caso, pois seria conflito.

Em suma, não desanime se as nomeações não vierem imediatamente. Isso pode levar alguns meses, dependendo da demanda na sua região e especialidade. Mas seguindo essas estratégias, algo logo aparece. E a partir da primeira nomeação, as seguintes ficam mais fáceis, pois você já terá um exemplo prático no currículo. No meu caso, esperei alguns meses até a primeira oportunidade, mas depois que entreguei um bom laudo, outros juízes passaram a me chamar. Tenha paciência, perseverança e mantenha-se visível – a combinação do cadastro oficial com a divulgação ativa do seu nome trará resultados.

5. Quanto ganha um perito judicial no início da carreira?

Uma questão importante: afinal, quanto ganha um perito judicial? Vale mesmo financeiramente? Já adianto que sim, vale muito a pena. Mas é bom entender a dinâmica de remuneração para ter expectativas corretas, especialmente no começo.

Cada perícia que você realiza gera um honorário, que é arbitrado pelo juiz e pago pelas partes do processo (ou pelo tribunal, se for justiça gratuita). Não existe um salário fixo mensal de perito – você receberá por trabalho feito (por laudo). O valor do honorário vai depender de fatores como: complexidade da perícia, tempo estimado de trabalho, tabelas indicativas do tribunal e até negociação/composição entre as partes. Em média, como mencionamos, um laudo pode render alguns milhares de reais. Em perícias simples, pode girar em torno de R$ 2 mil a R$ 5 mil; em perícias complexas, pode superar R$ 10 mil facilmente. Há casos excepcionais, envolvendo grandes projetos ou volume extenso de trabalho, em que honorários chegam a dezenas de milhares de reais.

Para um perito iniciante, é comum pegar casos mais simples primeiro – então espere inicialmente honorários nos patamares inferiores dessa faixa. Ainda assim, pense: realizando, digamos, 2 perícias de R$ 3 mil num mês, já seriam R$ 6 mil de renda extra. Conforme ganhar experiência e confiança, você poderá receber nomeações mais vultosas. Muitos peritos experientes realizam 3 ou 4 perícias simultâneas, em diferentes varas, escalonando prazos – com isso, a renda mensal deles ultrapassa facilmente 5 dígitos. Qualquer profissional pode atingir esse patamar de ganhos mensais atuando como perito judicial, bastando ter um fluxo constante de nomeações e produtividade.

Outro ponto: nos casos de justiça gratuita (AJG), os honorários tendem a ser menores, pré-fixados por tabelas do tribunal (por exemplo, na Justiça Federal existe uma tabela de valores máximos por tipo de perícia). Não se desanime se pegar alguma dessas – além de servirem de aprendizado, depois você pode pedir para o juiz te indicar como perito em outros processos não gratuitos. Considere isso um “investimento” na sua carreira.

Importante: o pagamento do perito geralmente ocorre ao final da perícia, depois que você entrega o laudo e ele é aprovado (às vezes, após as partes concordarem ou após decisão sobre eventuais impugnações). Em alguns casos, é possível receber adiantamento parcial para custear despesas ou parte do trabalho, mas não conte com isso sempre. Tenha planejamento financeiro para aguentar alguns meses entre começar um trabalho e receber. Uma vez engrenado, você terá sempre perícias finalizando (entrando dinheiro) e outras iniciando.

Em resumo, no início da carreira de perito judicial, espere ganhos modestos mas já significativos, suficientes para uma renda extra atraente. Conforme sua reputação cresce, os ganhos podem multiplicar. Há peritos de alto nível que ganham mais de R$ 30 mil por mês regularmente. Não será da noite para o dia, mas com dedicação e estratégia, esse objetivo é perfeitamente possível – eu mesmo atingi e vi colegas atingirem também.

6. Áreas com mais demanda de perícias judiciais

Todas as áreas do conhecimento têm espaço na perícia judicial, mas é fato que algumas possuem um volume maior de processos e, consequentemente, mais demanda por peritos. Saber disso pode ajudar você a direcionar esforços e entender onde há mais oportunidades. Vou citar alguns campos com alta demanda:

  • Engenharia e Arquitetura: São tradicionalmente muito requisitadas. Envolvem perícias em construção civil (edificações, obras, reformas), avaliações de imóveis (urbanos e rurais), disputas de vizinhança (muros, divisas, sombreamento), acidentes em estruturas, falhas construtivas, engenharia de tráfego em acidentes de trânsito, engenharia elétrica (curtos, incêndios), engenharia ambiental (poluição, danos ambientais) etc. Engenheiros civis, mecânicos, elétricos, ambientais, de trânsito e arquitetos costumam ser nomeados com frequência.
  • Medicina e Saúde: Outra área com altíssima demanda. Peritos médicos são necessários em ações de indenização por erro médico, perícias de dano corporal em casos de acidentes (trânsito, trabalhistas), avaliações de capacidade laboral em ações previdenciárias (auxílio-doença, aposentadoria por invalidez), revisões de benefícios do INSS, entre outras. Diversas especialidades médicas podem ser acionadas: ortopedistas, psiquiatras, cardiologistas, ginecologistas (em casos de erro em parto, por ex.), além de odontologistas (perícias odontológicas). Também profissionais de saúde como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e biomédicos podem atuar em casos específicos.
  • Contabilidade e Economia: Peritos contadores e economistas são muito solicitados em questões financeiras. Exemplos: apuração de haveres e avaliação de quotas em dissolução de sociedades, cálculo de lucros cessantes em ações de indenização, revisão de contratos bancários (juros abusivos), cálculo de liquidação de sentença em ações trabalhistas (horas extras, verbas rescisórias), verificação de balanços em fraudes, perícias tributárias (verificar tributos devidos), análise de contas em processos de falência e recuperação judicial. Toda ação que envolve números e cálculos complexos possivelmente precisará de um perito contador ou economista.
  • Agrimensura, Geografia e Meio Ambiente: Muitas disputas fundiárias e imobiliárias demandam peritos agrimensores ou engenheiros agrimensores para demarcar terras, verificar limites de propriedade, retificar áreas, lidar com usucapião, reintegração de posse etc. Geógrafos e engenheiros florestais/ambientais também atuam em casos de impacto ambiental, georreferenciamento, mineradoras, questões hídricas, desmatamento ilegal, entre outros. A área ambiental está em crescimento na Justiça devido ao aumento da conscientização ecológica e legislação ambiental.
  • Tecnologia da Informação: É um campo relativamente novo na perícia, porém em ascensão rápida. Processos que envolvem crimes cibernéticos, vazamento de dados, quebra de sigilo de conversas (WhatsApp, e-mails), computação forense, verificação de autenticidade de arquivos digitais, perícia em sistemas de informática etc., precisam de peritos de TI. Com a digitalização da sociedade, espere ver mais e mais demandas para profissionais de TI atuando como peritos judiciais. Se você é da área de TI, pode ser um nicho excelente a explorar.
  • Outras áreas diversas: A lista não acaba: assistentes sociais (em casos de família, guarda, situação de menor, estudos sociais), psicólogos (avaliar sanidade, dano psíquico, perfil psicológico em disputas de guarda ou capacidade civil), farmacêuticos (análise de medicamentos, toxicologia, veterinários (casos que envolvem animais ou produtos de origem animal, fonoaudiólogos (perícias envolvendo distúrbios da comunicação, por exemplo em ações trabalhistas que alegam perda auditiva, tradutores juramentados (para tradução de documentos em processos), profissionais de educação física (raros, mas possíveis em casos de saúde esportiva), e assim por diante. Praticamente qualquer expertise pode ser útil em algum tipo de processo judicial.

Se a sua área é uma dessas mais procuradas, ótimo – há bastante campo de trabalho. Se for uma área mais específica, não desanime: você pode ser um dos poucos especialistas disponíveis, o que também é vantajoso. O fundamental é estar cadastrado e visível quando surgir a necessidade naquela especialidade.

Uma sugestão: Pesquise no seu estado quais são os tipos de ação mais comuns que envolvem sua profissão. Por exemplo, se você é nutricionista, pode haver demanda em ações envolvendo dietas especiais fornecidas pelo governo; se é engenheiro de segurança do trabalho, veja os casos de acidente laboral; se é profissional de turismo, pode aparecer perícia em contratos turísticos, etc. Conhecendo as dores do judiciário na sua área, você adapta seu currículo e preparação para atendê-las.

7. Como elaborar laudos periciais sem cometer erros (mesmo sem saber muito de direito)

Um dos maiores medos de quem inicia na carreira é: “Não sou formado em direito, será que vou saber fazer um laudo corretamente, seguir o procedimento legal?”. Fique tranquilo: você não precisa ser advogado para ser um ótimo perito. A função do perito é trazer a expertise técnica; as partes jurídicas (procedimentos, normas processuais) você aprende com alguma prática e estudo básico, e sempre pode contar com a orientação do juiz no que for necessário.

Dito isso, é importante sim conhecer o mínimo de procedimento legal relativo à perícia, para não cometer gafes ou perder prazos. Vou pontuar aqui um passo a passo simplificado de como fazer uma perícia judicial e elaborar um laudo, seguindo as boas práticas e evitando erros comuns:

  • Aceitação da nomeação e prazo: Quando for nomeado, você receberá uma intimação (pelo sistema ou e-mail) com a decisão do juiz. Nela, geralmente o juiz pergunta se você aceita o encargo e fixa um prazo para entrega do laudo (por exemplo, 30 dias após determinada data) e um valor de honorários provisório ou a forma de arbitramento. Responda dentro do prazo indicado confirmando que aceita ser perito e já aproveite para, se necessário, manifestar sobre honorários (alguns tribunais pedem que o perito apresente uma proposta de honorários). Dica: no início, evite discutir valor – aceite o que for oferecido, a não ser que seja algo claramente inviável. Lembre que ganhar experiência vale muito mais agora.
  • Estudo do processo e quesitos: Após aceitar, você terá acesso aos autos do processo (normalmente tudo online pelo sistema do tribunal). Leia a petição inicial e a contestação para entender o conflito. Veja qual ponto específico gerou a necessidade de perícia. Em seguida, pegue os quesitos apresentados pelas partes e pelo juiz. Quesitos nada mais são que perguntas que você deve responder no laudo. Eles delimitam o seu trabalho. Estude cada quesito e confira se todos são pertinentes à sua área; caso haja algum que fuja do escopo ou você precise de esclarecimentos, comunique ao juiz o quanto antes. Faça um plano de trabalho listando que informações vai precisar para responder cada pergunta.
  • Reúna os documentos e agende diligências: Muitas vezes o processo já traz documentos técnicos (exames, planilhas, fotos) úteis para a perícia. Separe e analise-os. Se for necessário visitar um local (perícia de engenharia, por exemplo) ou examinar uma pessoa (perícia médica), agende isso junto às partes. O juiz pode determinar uma data, ou você pode sugerir. Sempre comunique oficialmente nos autos quando e onde serão as diligências, para que as partes possam comparecer ou enviar representantes, se tiverem direito.
  • Execução da perícia – análise técnica: Aqui é onde seu conhecimento brilha. Faça as inspeções, medidas, cálculos ou testes necessários para esclarecer as questões. Siga as metodologias aceitas na sua profissão, aquelas consagradas ou normatizadas. Isso é muito importante: no laudo você precisará justificar o método utilizado, mostrando que ele é reconhecido pela comunidade científica ou profissional. Por exemplo, cite normas da ABNT aplicáveis (no caso de avaliações, engenharia), resoluções do CFM (no caso de perícias médicas), normas do Confea/CREA, do COREN, do CFP – dependendo de sua área. Essa referência a normativos dá credibilidade ao laudo, mostrando que você se baseou em técnicas oficiais e não “achismos”.
  • Redação do laudo pericial: Chegamos à entrega final: o laudo. Estruture-o de forma organizada e lógica. Um roteiro clássico (inclusive sugerido pelo CPC) é:
    1. Identificação do perito e partes: coloque seu nome, formação, registro profissional, o número do processo, nomes das partes, vara e comarca.
    2. Objeto da perícia: descreva qual é o assunto investigado. Ex: “Trata-se de perícia contábil para apuração de saldo devedor em contrato de financiamento…”, ou “Perícia médica para avaliação de nexo causal entre o acidente X e as lesões do autor…”.
    3. Procedimentos e metodologia: relate como a perícia foi realizada. Aqui inclua as diligências feitas (visitas, entrevistas, exames), os métodos empregados (ex: tipos de análise, instrumentos, cálculos) e cite novamente as normas técnicas que respaldam sua abordagem. Seja detalhado o suficiente para que outro profissional da área entenda o caminho que você percorreu.
    4. Documentos e evidências: relacione os documentos do processo que você analisou (por exemplo, “contrato de financiamento de fls. XX, planilha tal, nota fiscal Y, laudo médico anterior, etc.”). Se coletou evidências adicionais (fotos da vistoria, resultados de testes laboratoriais), inclua ou anexe ao laudo.
    5. Descrição dos fatos e análises: agora, exponha seus achados técnicos. Descreva o que observou, mediu ou calculou, sempre vinculando às perguntas. É útil dividir em tópicos por assunto para ficar claro. Inclua tabelas, gráficos, imagens, o que for necessário para sustentar suas conclusões. Por exemplo: “Ao analisar as rachaduras na estrutura, constatou-se… (foto 1 em anexo)…”. Seja imparcial e objetivo – nada de floreios ou opiniões pessoais que não sejam técnicas.
    6. Quesitos e respostas: este é um dos pontos principais. Transcreva cada quesito apresentado pelas partes e pelo juízo e apresente sua resposta logo abaixo. Responda de forma clara, direta e completa. Evite respostas monossilábicas (“sim” ou “não”) sem explicação; mesmo que a pergunta pareça pedir só isso, sempre justifique por que sim ou não, com base na sua análise. Lembre que seu papel é esclarecer, então aproveite para esclarecer completamente. Uma dica: não deixe nenhuma brecha ou assunto em aberto, pois respostas incompletas geram quesitos suplementares (novas perguntas) e atrasam o processo. Por exemplo, ao invés de responder “Sim, conforme documento tal”, detalhe o essencial do documento e por que ele fundamenta o sim. Assim as partes não precisarão perguntar novamente.
    7. Conclusão: faça um resumo conclusivo, amarrando os principais pontos descobertos e confirmando o resultado da perícia. Ex: “Conclui-se que o valor devido é X…”, “Conclui-se que a causa provável do dano foi Y…”.
    8. Termos de encerramento: assine, coloque local e data, e seu registro profissional.
  • Revisão e entrega: Termine o laudo com alguns dias de antecedência do prazo, para poder revisar com calma. Cheque se respondeu todos os quesitos propostos – esse é um erro clássico dos iniciantes, às vezes esquecer de um. Verifique ortografia, clareza das frases e se todas as afirmações estão apoiadas em algo (documento, exame, literatura ou sua experiência). Após revisar, entregue no sistema eletrônico conforme as instruções do tribunal (normalmente anexar PDF do laudo e protocolar uma petição comunicando a entrega). Pronto, missão cumprida!

Seguindo esses passos, as chances de erro caem drasticamente. Ainda assim, é normal ter insegurança no primeiro laudo. Eu mesmo reli meus primeiros laudos várias vezes achando que estavam ruins. Mas a verdade é que, se você foi criterioso e embasou tudo, dificilmente haverá problema grave. Pode ocorrer de uma das partes não concordar e contratar um assistente técnico para criticar seu laudo – faz parte do jogo – mas mantenha-se firme nas suas conclusões se tiver convicção técnica. Sempre seja educado e profissional nas manifestações, caso precise esclarecer algo após o laudo.

Lembre-se: o perito é um auxiliar da Justiça imparcial. Mantenha a neutralidade, não tome partido. Seu compromisso é com a verdade dos fatos. Os advogados podem tentar puxar a sardinha para um lado com perguntas capciosas; cabe a você responder de forma ampla, contemplando todos os ângulos. Isso dá ainda mais credibilidade ao seu trabalho.

Por fim, se sentir que precisa se capacitar melhor, busque conhecimento. Existem cursos de perito judicial (inclusive online) que ensinam modelos de laudos, técnicas de resposta a quesitos, gestão de prazos etc. Eu mesmo desenvolvi, ao longo da carreira, um método próprio que hoje ensino a outros profissionais. O importante é: nunca parar de aprender. A cada perícia, você ficará mais confiante e rápido. Aquilo que parecia assustador (ler um processo de centenas de páginas, por exemplo) vira rotina administrável.

Conclusão: Comece agora sua carreira de perito judicial!

Como vimos, tornar-se perito judicial é um caminho viável e altamente recompensador para profissionais de diversas áreas. Você descobriu aqui os benefícios (financeiros e pessoais), conheceu minha história e aprendeu o passo a passo desde os requisitos, montagem de currículo, cadastro nos tribunais, conquista das primeiras nomeações, até dicas de atuação profissional. Agora, só falta uma coisa: agir!

Se você sentiu que essa pode ser a oportunidade que faltava na sua vida profissional, convido você a dar o próximo passo comigo. No meu site, estou oferecendo uma aula 100% gratuita em vídeo no qual aprofundo os principais pontos para iniciar na carreira de perito judicial. Nesta aula, eu explico com exemplos reais como se cadastrar nos sistemas (eproc, PJe, etc.), como calcular seus honorários, estratégias para ser nomeado mais rápido e muito mais. É um resumo do meu método condensado em uma apresentação dinâmica. Clique aqui para assistir à aula gratuita no site CarreiraDePerito.com.br e comece já a transformar sua carreira!

Após assistir, fique à vontade para deixar seus comentários com dúvidas ou contando sua experiência – vou adorar responder e ajudar no que for possível. E se este artigo foi útil para você, compartilhe com seus colegas de profissão que também buscam crescimento e novos horizontes. Vamos espalhar este conhecimento, pois há espaço para muitos especialistas na área da perícia judicial.

Espero em breve ver seu nome na lista de peritos e, quem sabe, ouvir seu depoimento de sucesso. Boa sorte e até a próxima! 🚀

Fontes:

BALZER, José Antonio – Carreira de Perito Judicial. Documento interno da formação “Carreira de Perito”. 2024.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Justiça em Números – Relatório 2023. Brasília: CNJ, 2023. Disponível em: https://www.cnj.jus.br.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Cadastro de Peritos Judiciais – AJG. Sistema Eletrônico de Assistência Judiciária Gratuita. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/sistemas/ajg/.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (TJSP). Portal dos Auxiliares da Justiça. Cadastro de peritos judiciais. Disponível em: https://www.tjsp.jus.br/AuxiliaresJustica.

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO (TRF4). Cadastro de Peritos no Sistema eProc. Disponível em: https://www.trf4.jus.br.

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO (TRT-MG). Cartilha do PJe para Auxiliares da Justiça. Disponível em: https://portal.trt3.jus.br.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). Normas Técnicas aplicáveis a perícias de engenharia, avaliações e laudos técnicos. Diversas normas: NBR 5674, NBR 13752, NBR 14653, entre outras.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica Aplicadas à Perícia. NBC TP 01.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). Resoluções e normas sobre perícia médica judicial. Disponível em: https://portal.cfm.org.br.

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